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Cliente do Mercantil, pizzaiolo ensina profissão a jovens carentes e leva produtos de qualidade a pessoas de todas as rendas

 

 

Por: Jessica Krieger e Rafael Bruno (Fotos: Eduardo Mafra)

 

Não é porque algo é barato que não pode ser de alta qualidade. Esse é o lema do pizzaiolo e empresário Gênesis Barbosa da Conceição, de 30 anos, que assumiu o desafio de oferecer produtos de primeira linha a valores acessíveis para os moradores de Lauro de Freitas, na Bahia.

No final de 2017, Gênesis abriu a Imperialle Pizzaria com um objetivo claro: fazer a melhor pizza da cidade. A julgar pelo crescimento do negócio e pela satisfação dos clientes, está conseguindo. Para isso, o pizzaiolo apostou na comunidade: além de praticar preços justos, oferece oportunidades de treinamento profissional para jovens que buscam entrar no mercado de trabalho.

“Meu projeto de pizzaria também tem projeto social, de tirar os jovens das ruas para aprender uma profissão”, conta Gênesis, que treinou “do zero” cinco dos seus dez funcionários. Seu foco sempre foi levar produtos de excelência para pessoas das classes mais baixas: “Esse público também é merecedor de comer o que há de qualidade no mercado”.

Hoje, a Imperialle ocupa um ponto espaçoso e bem localizado, com ambiente agradável para receber os clientes. Mas, quando tudo começou, a pizzaria só atendia por entrega em domicílio, pois os pedidos eram preparados em uma sala de apenas 20 metros quadrados, anexo à residência do empresário. Em pouco mais de um ano, as mudanças foram drásticas. E para melhor.

Começo
por acaso

O plano inicial de Gênesis nem era montar uma pizzaria, já que ele não tinha o espaço e temia os altos custos para alugar um ponto. Na época, trabalhava em uma das mais tradicionais pizzarias de Lauro de Freitas. Segundo ele, a ideia do próprio negócio nasceu de uma reunião de amigos na igreja. “Às vezes a gente saía do culto e se reunia em alguma pizzaria. Aí o pessoal falava: ‘Ô, Gênesis, você é pizzaiolo profissional e nem faz umas pizzas para a gente?’. Eu falei: ‘compro o forno, coloco na casa de algum de vocês e nos fins de semana a gente faz isso’. Aí um dos amigos cedeu a casa e pediu que eu procurasse um forno para comprar”.

Mas, no dia em que o forno chegou, esse amigo teve um imprevisto e não pôde receber o equipamento. “Aí eu tive que colocar na minha casa. Tinha um ponto em cima, dava uns 15 ou 20 metros quadrados. Quando fui pedir ao proprietário para colocar o forno naquele espaço, ele não só aceitou como fez uma proposta: ‘Por que você não monta a sua pizzaria? Se você quiser, eu deixo pronto e você monta o seu negócio aí mesmo’”, conta.

O pizzaiolo não desperdiçou a chance: “Foi mais ou menos uma brincadeira, na verdade. Deu certo e estamos aí até hoje, a todo vapor”, comemora. “Meu investimento inicial foi esse forno. Foi bem baixo. Comprei forno usado, freezer usado, fui comprando as coisas usadas no início”. Depois de um primeiro ano bem-sucedido, veio o primeiro grande desafio.

Apostando tudo

Mesmo depois de abrir a Imperialle, Gênesis continuou trabalhando na outra pizzaria, onde ficou por dez anos. Lá, ele ajudava a estruturar as novas unidades da franquia, atuando como instrutor dos recém-contratados. Foi daí que surgiu a proposta de transformar jovens sem experiência em pizzaiolos profissionais.

O empresário contratou alguns desses pupilos para o seu empreendimento e tentou fazer jornada dupla, conciliando com o emprego de longa data que tinha na outra pizzaria. “No começo, essa foi a minha maior dificuldade”, revela. Por mais que os funcionários fossem bem treinados para reproduzir suas receitas com perfeição, o negócio precisava da presença do dono. Mais do que isso, a demanda e a clientela foram crescendo até não caber mais naquela sala apertada. “O pessoal chegava lá e não tinha espaço. Eles queriam comer pizza com a família lá na frente, mas não dava. Aí fui amadurecendo a ideia de ter um espaço maior, porém precisava também de um investimento maior”.

Foi quando Gênesis precisou fazer uma aposta arriscada. No final de 2018, além de largar o emprego fixo, decidiu investir na montagem de um novo estabelecimento em um ponto mais amplo e bem localizado. Assim, ele conseguiu aumentar a produtividade da pizzaria e ainda oferecer um espaço agradável para acomodar a clientela. “Quando pegou mesmo o movimento e os clientes começaram a criar fidelidade, fui obrigado a sair do meu antigo emprego e cair para dentro do meu próprio negócio”, relembra. “A melhor solução que tive foi essa, tomar coragem de sair e vir para o meu empreendimento. Agradeço muito a Deus por ter me dado a força de vontade de largar o certo por aquilo que, de antemão, parecia um pouco duvidoso”.

Custo-benefício

A decisão de se dedicar 100% ao próprio negócio rendeu mais frutos do que ele imaginava: “Trabalhei um ano focado para fazer esse investimento maior. O crescimento foi rápido, em torno de 900%, depois da saída de lá para cá”. Mas não foi só isso que levou a Imperialle a um crescimento tão meteórico. Segundo o empresário, o diferencial da pizzaria está associado a outra decisão ousada: reduzir a margem de lucro. Só assim ele consegue melhorar a relação custo-benefício do produto, mantendo a qualidade e gerando mais satisfação entre os clientes. “Muitas pizzarias trabalham com lucro de 300%, até 500%. Hoje eu trabalho na margem de 100%, que é o mínimo de rendimento”.

Por enquanto, Gênesis nem pensa em alterar essa margem de lucro, seja aumentando os preços das pizzas ou economizando nos produtos: “Não tenho intenção de mudar nada nesse sentido. Só quero melhorar ainda mais, com qualidade e preço baixo para vender e para rodar. Esse é o nosso principal diferencial”.

Para continuar oferecendo ingredientes de alto padrão a preços acessíveis, o pizzaiolo ressalta a importância de poder contar com um fornecedor como o Mercantil. “A forma de fidelizar nosso público é por meio dos produtos que usamos. Com a parceria com o Mercantil, temos produtos de qualidade com preço muito bom e acessível”, destaca. “Virei cliente porque o atendimento é muito bom. Tem tratamento VIP para todos os clientes e não diferencia o pequeno do grande empreendedor”, completa.

 

Tecnologia como aliada

Em vez de panfletos, ímãs de geladeira ou anúncios em carro de som, o dono da Imperialle Pizzaria elegeu as redes sociais e os aplicativos de delivery como principais ferramentas para turbinar a divulgação do estabelecimento e atrair novos clientes. “Pelas redes sociais conseguimos não apenas fidelizar os clientes atuais, mas também trazer novos. A cada dia que passa, novas pessoas vão conhecendo nossas pizzas pela divulgação nas redes sociais e também no nosso site. E também não abrimos mão de promoções, combos e outros recursos que usamos”, observa Gênesis.

Ele também recomenda parceria com aplicativos de celular: “A gente perde um pouco no início, mas é muito bom pelo reconhecimento, pela visibilidade. Para quem está começando agora no ramo, aconselho muito trabalhar com mídia digital e com plataformas de delivery, porque o sucesso é garantido, a divulgação é instantânea e você começa a vender imediatamente”.

Escola
da pizza

Ao permitir que pessoas de baixa renda tenham acesso a algo que até então era distante e oferecer capacitação profissional a jovens de origem humilde, outro diferencial da Imperialle Pizzaria é sua visão social. “Quando penso na Imperialle, penso de uma forma diferenciada em relação a outras pizzarias. Além de a gente trabalhar com a qualidade que nós trabalhamos, ensinamos a outras pessoas. Não perdi essa essência. Hoje tenho funcionários aqui que não sabiam fazer nada além de serviços gerais”, relata o empresário.

Desde o começo do empreendimento já existia um projeto paralelo de escola de pizzaiolos. Ainda não saiu do papel, mas está nos planos de expansão do negócio: “Meu interesse não é só crescer em questão financeira, mas também levar para mais pessoas a questão do desenvolvimento por meio da formação de profissionais. Minha ideia é investir em outros bairros para manter essa essência viva”.

 

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